Mulher-Maravilha: uma super-heroína que surpreende

Estreia no dia primeiro de junho o filme Mulher-Maravilha, dirigido por Patty Jenkins, conhecida recentemente por seu trabalho em séries de televisão. Embora a Mulher-Maravilha não seja a heroína mais popular do universo D.C. – que conta com heróis como Super-Homem, Batman e ainda Flash – ela pode ser a chave de sucesso para mudar o fracasso dos últimos filmes da D.C. Talvez isto não seja surpresa, a história da heroína tende a surpreender.

A Mulher-Maravilha foi criada por William Moulton Marston, famoso psicólogo e inventor que ajudou na criação do poligrafo, o detector de mentiras. Em 1940, Marston havia ficado vidrado na concepção de um novo tipo de herói, um que vencesse batalhas com seu coração e não com a violência de seus punhos. Sua mulher, a também psicóloga Elizabeth Holloway, gostou da ideia, mas sugeriu para seu marido que este herói fosse uma mulher, e assim a famosa heroína surgiu.

O personagem começou como uma guerreira amazona que acabaria se juntando a liga da justiça, grupo formado por todos os heróis do universo D.C. Porém, sua inclusão na liga foi com o papel de secretária do grupo, o que deixou seu criador furioso. Foi somente décadas mais tarde que a Mulher-Maravilha não somente adquiriu o mesmo status dos outros heróis, mas se tornou uma semideusa.

Os anos 80 deu ao mundo a versão da Mulher-Maravilha que conhecemos hoje, embora modificações ainda ocorram atualmente. Diana Prince, o nome verdadeiro da heroína, é filha de Hippolyta, a rainha das amazonas, e Zeus. Também chamada de princesa Diana de Themyscira, nome da ilha em que vive. Influenciada pela mitologia grega, suas armas são forjadas pelos deuses e conta com poderosos braceletes e ainda com o indestrutível laço da verdade, que foi criado pela deusa Hestia e faz com que seus prisioneiros falem a verdade, talvez sendo inspirado pelo polígrafo de Marston.

A heroína não somente se tornou uma das personagens principais da liga da justiça, mas também virou ícone feminista, pacifista e LGBT. Ainda mais surpreendente, ela foi nomeada embaixadora honorária das Nações Unidas, fazendo com que o personagem fictício se tornasse o emblema na luta pela igualdade dos sexos (meses depois sendo “despedida” do cargo por ainda ser considerada “mulher objeto” por feministas mais radicais, para o desapontamento dos fãs).

Agora, depois de ter sido parte de quadrinhos, desenho, série de televisão (interpretada por Lynda Carter), e embaixadora da ONU, a Mulher-Maravilha vem para as telas grandes. O filme, interpretado pela israelense Gal Gadot no papel da super-heroína, conta a história de Diana, guerreira amazona que descobre o mundo fora de sua ilha depois de um avião ter caído nesta, e depois de um sobrevivente ter contado a história de uma guerra. Diana, que faz tudo pela paz, decide ajudar nesta guerra que promete acabar com todas as guerras. O enredo é baseado nas primeiras histórias da personagem, influenciada ainda por Marston.

Diferentemente de outros filmes do universo D.C. – que se levam muito a sério a ponto de desagradar o público – o filme mescla ação com humor e drama, uma fórmula que não somente deu certo no passado, mas que ainda agrada fãs de super-heróis (como por exemplo o que se vê nos filmes do universo Marvel, responsável por Homem-Aranha). Assim, anteriormente uma secretária, agora a Mulher-Maravilha promete salvar os outros heróis de seu universo, como o Super-Homem, depois dos últimos fracassos cinematográficos da empresa.

 

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