Alien: Covenant: Inovação fora do cinema.

Estreou no dia 11 de maio Alien: Covenant, mais um filme com os famosos xenomorfos, nome que se dá à brutal espécie alienígena que foi criada por Ridley Scott em 1979. O primeiro da franquia, chamado simplesmente Alien, conta a história dos tripulantes de uma nave comercial que retornava para o planeta Terra depois de sua missão. Porém, decidem investigar outro pequeno planeta após receber sinais misteriosos. Descobrem então que os sinais vêm de uma nave alienígena. Pior, enquanto um membro da tripulação investiga a nave, uma criatura o ataca e gruda em sua face. Quando ele é trazido de volta, a criatura morre. Porém, quando tudo parecia estar melhor, uma outra criatura sai de seu peito e o mata, criando assim uma das mais famosas cenas do cinema. A única sobrevivente: Ellen Ripley, interpretada por Sigourney Weaver.

O sucesso da primeira produção garantiu três outras obras com a criatura e a atriz. Quando o quinto filme foi planejado, tanto a atriz quanto o diretor não decidiram por um roteiro que os agradara e o longa nunca saiu.  A criatura desapareceu dos cinemas por 15 anos até que, em 2012, Ridley Scott dirigiu Prometheus, que reconta o passado de como o alienígena foi criado. Como é de se esperar, o título termina com a tripulação morta e com poucos sobreviventes.

Alien: Covenant é a continuação de Prometheus e sua história lembra o enredo do filme original. Assim como no primeiro título da série, a tripulação, neste caso da nave Covenant, intercepta uma transmissão humana vindo de um planeta supostamente desolado. Quando decidem investigar, os famosos xenomorfos, e também outras variações da criatura, os caçam e criam o caos.

Não é apenas no enredo que Alien: Covenant lembra o original. Muitos fãs da série reclamaram que Prometheus mudou toda a estrutura dos primeiros filmes, utilizando, por exemplo, menos violência. O novo longa volta a replicar a antiga fórmula de sucesso, com cenas mais empolgantes. Porém, ainda assim, a obra contém os tipos de diálogos filosóficos que foram muito criticados em Prometheus. Assim, promete agradar seus fãs mais do que o filme anterior, entretanto menos do que o original.

Esta dificuldade em agradar os fãs parece um pouco com aquilo que acontece com a franquia de Star Wars. Ou seja, um longa faz um sucesso monumental o que faz com que fãs queiram algo igual ao original, mas com aquele sentimento de novidade que somente pode se sentir na primeira vez que o filme é visto.

Porém, enquanto Alien: Covenant enfrenta este paradoxo entre criar algo novo que seja igual ao original, o título inova fortemente fora do cinema, e agrada todos de maneira inesperada. Juntamente com o filme, Alien: Covenant em Útero foi lançado, uma jornada em realidade virtual que complementa o enredo.

O curta, produzido por Scott, é muito bem-sucedido e coloca o público dentro do peito de um dos personagens, um pouco antes da criatura explodir seus órgãos. Aqui, vemos o mundo pelo ponto de vista do xenomorfo, o que faz com que tenhamos um novo entendimento do horror causado pelo alienígena. O desenho de som do filme cria grande suspense e complementa o pânico da história. Ele mostra que a procura por algo novo e que possa refletir uma história que já conhecemos pode ser encontrada em outras mídias, como a realidade virtual. Alien: Covenant empolga e assusta dentro e fora dos cinemas.

 

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